UCM 11g Performance

Muita gente se pergunta a respeito da performance do Oracle UCM. Eu mesmo me perguntava as vezes. Com o lançamento do Oracle UCM 11g algumas dúvidas (parecem) que foram sanadas. A documentação à respeito de performance e sizing da versão 10g era uma $%#@&¨* (substitua $%#@&¨* pelo elogio que quiser ;D) se é que existia alguma documentação oficial da ORACLE sobre esse assunto…

Mas…consultando alguns documentos a respeito da nova versão 11g…achei alguns testes interessantes que podem servir de parâmetro para quando vocês estiverem fazendo um sizing ou medindo a performance do UCM em algum cliente.

Vamos lá…a Oracle executou testes com a nova versão 11g do UCM e chegou a algumas conclusões interessantes.

Ela dividiu em 2 (dois), os principais tipos de aplicações feitas com o UCM: High-Performance Web Sites/Delivery e Imaging/High Volume Ingestion.

A diferença entre essas 2 aplicações é que enquanto na High-Performance Web Sites/Delivery temos um cenário com um input de dados de baixo para médio com centenas ou milhões de viewers , busca Full-Text podendo ser ou não combinada com os metadados e conversões (para PDF, etc) extensivas, no outro cenário, Imaging/High Volume Ingestion, temos um input extremamente alto, poucos viewers, na busca temos alguns campos somente e quase nenhum processo de conversão sendo feito.

Considerando testes feitos com um Hardware Commodity com as seguintes configurações:

  • único Node
  • 2 cpu’s de 2.33 Ghz Xeon
  • 16 GB de RAM

Os testes foram conduzidos utilizando arquivos dos mais variados tamanhos (4KB – 250KB) e tipos (texto, MS OFFICE, PDF). Os resultados foram os seguintes:

ALTO VOLUME DE ITEMS DE CONTEÚDO COM TAMANHOS VARIADOS DE ARQUIVOS

Tamanho do arquivo 4 KB 20KB 40 KB 100 KB 200 KB
Check-In’s por segundo 270 187 162 149 128
Check-In’s por 24 horas 23.328,000 16.156,800 13.996,800 12.873,600 11.059,200
Uso de CPU do UCM Server (%) 62,38 44,71 41 42,19 43,33
Uso do Servidor do Banco de Dados (%) 51,07 58,53 57,19 57,20 58,54

Como mostram os testes, um único node do Oracle UCM 11g pode suportar de 11 milhões à 23 milhões de items de conteúdo por dia num hardware genérico.

A mesma configuração de hardware pode servir Web-sites dinâmicos incluindo intranets, extranets, e sites públicos. O UCM 11g oferece uma arquitetura chamada Site Studio for External Applications. Veja os testes:

ORACLE UCM 11g WEB CONTENT MANAGEMENT / PERFORMANCE

Acessos por segundo 124
Acessos por hora 446.400
Uso de CPU (%) 89 %

Um ponto importante é que de acordo com o uso da CPU, o software pode processar altas quantidades de volume de dados com uma infraestrutura diferente da mostrada aqui nos testes. Isso é evidente porque nem o UCM nem o Banco de Dados chegam a utilizar 100% da capacidade do processador. Esse tipo de aplicação é chamada de I/O Limited, ou seja a performance geral é restrita também pela velocidade do seu hard-disk e a largura de banda da sua rede.

Se você quiser passar por cima dessa limitações de I/O você tem que usar um hardware específico para isso. A Oracle lógico, recomenda o Sun Oracle Database Machine que é baseada em servidores Exadata para storage, etc.

Com testes de arquivos de 100 KB um único-Node chegou a processar 1060 conteúdos por segundo e 91.584,000 a cada 24 horas. É um número impressionante.

Bom, com esses testes pelo menos dá pra gente ter uma idéia de como o UCM 11g se comporta nos diferentes cenários de colaboração.

See you next time…

2 thoughts on “UCM 11g Performance”

  1. André, o processador é Xeon, Xenon é um elemento químico. Agora as perguntas:

    a) 2 cpus são dois processadores de 1 núcleo ou 1 processador com 2 núcleos?
    b) o Uso de CPU do UCM Server foi medido exclusivamente para realização de check ins ou inclui outras funcionalidades (como conversão, edição de fragmentos, comparação, annotation, etc.)?
    c) I/O Limited não é pela largura da banda de I/O do barramento? Não entendi o seu argumento… acredito que voce quis dizer a largura do barramento entre CPU e o barramento do HD, correto? Ex. A performance de um HD de 15K rpm nao é 50% maior que um de 10K rpm.

    []’s

    1. Opa…Xeon mesmo…valews…corrigido já =)

      Bom…Senhor “Outro Oracle man”…da G&P…^^ Vamos às respostas:

      a) 2 cpus são dois processadores de 1 núcleo ou 1 processador com 2 núcleos?

      O paper da Oracle em que me baseei para escrever esse post não fala exatamente se é 1 processador com 2 núcleos ou se são 2 processadores com 1 núcleo.
      Eles só mencionam que é um servidor com um Commodity Hardware com as configurações já citadas: 2 CPU 2.33Ghz Intel Xeon, 16GB RAM.
      Eu creio que seja um servidor com 2 processadores e que cada processador tenha no mínimo 2 núcleos. É sempre bom jogar “pra cima” nessas horas…Mas..essa é minha opinião…

      b) o Uso de CPU do UCM Server foi medido exclusivamente para realização de check ins ou inclui outras funcionalidades (como conversão, edição de fragmentos, comparação, annotation, etc.)?

      O uso de CPU foi medido com “full document check-ins” ou seja, todos os passos que envolvem um check-in como, indexação, full-text, etc, foram considerados nessa medição de CPU.
      Se você ler o post com mais atenção irá notar que foram 2 cenários utilizados. Um com input de dados de baixo para médio com centenas ou milhões de viewers , busca Full-Text podendo ser ou não combinada com os metadados e conversões (para PDF, etc) e o outro cenário com um input extremamente alto, poucos viewers, na busca temos alguns campos somente e quase nenhum processo de conversão sendo feito.

      c) I/O Limited não é pela largura da banda de I/O do barramento? Não entendi o seu argumento…acredito que voce quis dizer a largura do barramento entre CPU e o barramento do HD, correto? Ex. A performance de um HD de 15K rpm nao é 50% maior que um de 10K rpm.

      A aplicação ser I/O Limited significa que, Na maioria dos casos, a largura de banda (bandwith) e a latência da sua rede (network), o banco de dados, a engine de busca e o filesystem, irão afetar a performance da sua aplicação mais do que a CPU ou a memória da sua máquina. Em se tratando de Site Studio, o melhor approach a ser utilizado para tentar acabar com esses problemas de I/O seria fazer caching, mas isso requer muita memória. Outra opção em se tratando de SiteStudio é fazer tuning dos seus sites feito com o SiteStudio. Existe um webcast tratando somente de Tuning no Site Studio.

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